Como funciona o Provador Virtual
Atualizado em 09/09/2026
O Provador Virtual é um recomendador de tamanho. Em vez de só mostrar uma tabela para o cliente interpretar, ele faz o trabalho: o cliente informa o próprio corpo na página do produto e a loja indica qual tamanho serve melhor. É um recurso e tanto para reduzir a insegurança na compra e, com ela, as trocas.
O cadastro fica em Cadastros > Provador Virtual.
Para separar do recurso vizinho: a Tabela de Medidas é uma consulta estática (o cliente olha e decide); o provador é interativo (o cliente informa o corpo e recebe uma recomendação). Um mesmo produto pode usar os dois.
Um provador é reutilizável: você cria uma vez (por exemplo, "Camiseta regular unissex") e aplica a vários produtos parecidos.
Tipo de produto e modelagem: a peça se classifica sozinha
A diferença deste recurso para uma tabela comum é que ele conhece o tipo de peça. Você não define quanta folga a roupa tem: escolhe o tipo de produto e a modelagem, e a plataforma já sabe a folga ideal daquela combinação.
- Tipo de produto — a peça em si (camiseta, camisa, calça, vestido, biquíni, calçado, anel, e assim por diante). Ele decide quais medidas o provador vai pedir e onde a folga é medida (o peito de uma camiseta, a cintura de uma calça).
- Modelagem — o caimento pretendido dentro do tipo de produto, e é ela que posiciona o alvo de folga. Slim mira pouca folga (rente ao corpo), regular mira o caimento clássico e oversized mira bastante folga de propósito. Escolher a modelagem certa é dizer ao recomendador o quanto aquela peça foi pensada para sobrar no corpo.
Uma camiseta oversized e uma camisa slim têm folgas muito diferentes, e essa diferença já está pronta. Você escolhe a modelagem, e o recomendador cuida do resto.
A segunda decisão: medir o corpo ou a peça
O modo define o que você vai cadastrar em cada tamanho, e fica junto da tabela de tamanhos:
- Medidas da peça — você cadastra a medida da própria roupa, um valor único por tamanho (por exemplo, a largura do peito da camiseta no M). O recomendador compara essa medida com o corpo do cliente e calcula a folga real. É o modo mais preciso.
- Tabela de medidas do corpo — você cadastra, para cada tamanho, a faixa de corpo que aquele tamanho atende, com um mínimo e um máximo. Por exemplo, o M atende tórax de 94 a 102 cm. O cliente informa o próprio corpo, e a loja encontra o tamanho cuja faixa o comporta. É o caminho mais rápido para quem já tem a tabela do fornecedor pronta.
Se você consegue medir a peça, prefira o modo peça, porque ele compara folga real com o alvo da modelagem. Se só tem a tabela de tamanhos do fornecedor, o modo corpo resolve sem trabalho extra.
Você vai notar que o modo peça pede menos colunas que o modo tabela, e isso é proposital. No modo peça, cada coluna é um ponto que existe na roupa e se mede com a fita (o peito e o comprimento de uma camiseta, a cintura e o quadril de uma calça). Não há coluna de altura nem de peso, porque altura e peso são de quem veste, não da roupa: uma camiseta não tem uma altura que se meça com a fita. No modo tabela é o contrário, cada tamanho descreve uma faixa de corpos, então altura e peso cabem ali e até já vêm marcados.
Trocar o modo ou o tipo de produto remonta as colunas, porque a estrutura das medidas muda. O que você já digitou não se perde: fica guardado enquanto a página estiver aberta e volta nas colunas que a configuração nova aceita.
Moda praia: o biquíni em duas partes
O biquíni entra como dois tipos de produto separados, Biquíni (top) e Biquíni (calcinha), porque é assim que ele é vendido: a cliente combina a parte de cima de um tamanho com a de baixo de outro. Cada parte tem a sua grade e o seu provador.
As modelagens são os nomes que o mercado usa, para você achar o seu produto sem traduzir nada: cortininha, tomara que caia e meia taça no top; tanga, asa delta, hot pants e outros na calcinha. Vários deles descrevem cobertura ou recorte, e não o ponto onde a peça fecha, então nomes parecidos recebem a mesma recomendação. A escolha é para você reconhecer a sua peça, e é ela que nomeia o produto na orientação que a cliente lê.
Atenção: nas duas categorias o provador recomenda a Tabela de medidas do corpo, e um aviso no topo do cadastro lembra disso. As marcas de moda praia já publicam a faixa de medidas do corpo por tamanho, então você aproveita o que tem, e a lycra deitada muda de medida conforme é acomodada na bancada, o que torna a medição da peça menos confiável.
Nas telas de biquíni a medida principal aparece como Busto, e não como Tórax. É a mesma medida, a circunferência na parte mais cheia, apenas com o nome que a sua tabela usa.
Os tamanhos
Definidos o tipo de produto e o modo, você cadastra os tamanhos (P, M, G, 38, 40) em uma planilha parecida com o Excel e preenche os valores de cada um. No modo corpo são dois campos por medida (mínimo e máximo); no modo peça, um valor único.
Se a sua tabela de medidas publica um número por tamanho em vez de uma faixa, que é o mais comum no mercado, use a seção Conversão automática, logo abaixo do Modo, e marque a caixa Minha tabela traz um valor por tamanho, não uma faixa. A planilha passa a ter uma coluna por medida, no mesmo desenho da tabela que você tem em mãos, e as faixas são geradas ao salvar. Ao reabrir o provador depois, a grade aparece em faixas, que é o que fica gravado; marcar a caixa devolve os seus números.
Importante: cadastre os tamanhos do menor para o maior. É a ordem que o recomendador usa nos desempates, e não há reordenação automática.
A tela ajuda nessa hora: campos obrigatórios em branco ficam destacados e um aviso indica se ainda falta algo. Dois botões dão segurança antes de publicar: Sugerir grade preenche as medidas a partir do público como ponto de partida, e Avaliar grade roda centenas de corpos de teste para mostrar se a grade recomenda bem.
Não sabe quais faixas de altura e peso preencher no modo corpo? O artigo Como definir as medidas do corpo no Provador Virtual explica de onde elas vêm e traz tabelas de partida.
Ajustes que refinam a recomendação
Além do tipo de produto e da modelagem, alguns atributos afinam o resultado:
- Público — feminino, masculino, unissex, infantil (2 a 14 anos) ou bebê (até 2 anos). Nos três primeiros ele calibra a estimativa que o provador faz quando o cliente não tem fita métrica. Em infantil e bebê ele muda mais do que isso: veja o bloco abaixo. Acima de 14 anos, use um público adulto.
- Elasticidade — de nenhuma a alta. Ela age só de um lado: quanto mais o tecido estica, mais o recomendador aceita um corpo um pouco maior que a medida pediria (perdoa o aperto), mas nunca conserta uma peça larga demais, porque tecido que estica não encolhe folga.
- Perguntas chave — você escolhe se o provador pergunta ao cliente a preferência de caimento e o tamanho que ele costuma vestir. As duas ajudam no desempate e vêm marcadas por padrão.
Roupa infantil e de bebê
Roupa de criança é numerada pela altura, e não pelo tórax. É assim na norma brasileira, nas normas internacionais e em todas as tabelas de marca que consultamos: a coluna de tórax, quando existe, é secundária e serve para separar a criança mais robusta da mais magra dentro da mesma altura.
O provador acompanha essa realidade, e três coisas mudam nos públicos infantil e bebê:
- A altura é a medida principal. Monte a grade pela altura da criança, em faixas. O tórax (ou a cintura, nas peças de baixo) é opcional e entra como apoio, refinando a recomendação de quem foge da média. No bebê, o peso entra junto da altura, que é o formato das tabelas de bebê do varejo.
- Só o modo Medidas do corpo. O modo Medidas da peça fica desabilitado nesses dois públicos. O motivo é de precisão: a folga que uma modelagem prevê é mais larga que a distância entre dois tamanhos infantis, então o cálculo não conseguiria separar um tamanho do outro. Se você tem um provador infantil antigo montado no modo peça, o admin avisa e pede a conversão para tabela.
- A lista de tipos de produto muda com o público. No bebê aparecem as peças do enxoval (body de bebê, macacão de bebê, mijão, pagão, saída de maternidade e conjunto de bebê), e somem as que não existem nessa idade, como o body adulto (que é segunda pele, e não a peça folgada do bebê), o top, a chemise e as joias. Nos demais públicos, as peças de enxoval não aparecem. Se você trocar o público depois de escolher o tipo de produto, a tela avisa e o cadastro só salva depois de você acertar um dos dois.
- O responsável responde pela criança. Na loja, os textos falam com quem está comprando sobre quem vai vestir ("Sobre a criança"), e o aviso de privacidade é específico: a Lei Geral de Proteção de Dados exige o consentimento de um dos pais ou do responsável legal para tratar dados de criança. Quem já concordou como adulto concorda de novo, uma vez, pela criança.
A idade é perguntada e é obrigatória nesses públicos, mas ela não decide o tamanho: quem decide é a altura. Ela fica no cadastro para descrever de quem é o corpo salvo no navegador, e pode ser informada em anos ou em meses (um botão ao lado do campo troca a unidade e converte o valor), porque a grade de bebê é numerada em meses. O recém-nascido cabe nessa conta: zero mês é resposta válida, e a altura é aceita a partir de 25 cm, a faixa do bebê prematuro.
Como o provador chega ao produto
Depois de criado, o provador é vinculado na tela do produto, no campo Provador Virtual. Como ele é reutilizável, o mesmo provador serve para vários produtos.
Para vincular muitos produtos de uma vez, use a edição em lote: em Estoques > Produtos, filtre os produtos desejados, abra Editar em lote e marque o campo Provador Virtual, no grupo Informações adicionais. O provador escolhido é aplicado a todos os produtos do filtro em uma única ação (e a opção "Nao informado" remove o vínculo em lote, se um dia você precisar).
E há uma rede de segurança: se um produto não tiver provador próprio, a loja procura o provador de uma categoria à qual ele pertence, de forma que você pode configurar uma vez no nível da categoria e cobrir muitos produtos de uma só vez.
O que o cliente vê na loja
Na página do produto, o cliente encontra o botão Provador Virtual. Na primeira vez, um aviso rápido de privacidade pede que ele concorde com o uso dos dados para a recomendação.
Em seguida, o provador pergunta se o cliente tem uma fita métrica, e o caminho segue conforme a resposta:
- Com fita métrica — o cliente mede o corpo e informa as medidas exatas. É o caminho mais preciso.
- Sem fita métrica — o cliente informa altura, peso e idade e responde algumas perguntas visuais sobre o formato do corpo, escolhendo a silhueta que mais se parece com ele. A partir disso, a loja estima as medidas.
Nos provadores infantis e de bebê essa pergunta não aparece. O responsável informa a altura (e o peso, no bebê), e o provador já recomenda. Se a sua grade tem coluna de tórax, ele ainda é convidado a informá-la, sempre como opcional.
Se você deixou as perguntas chave marcadas, o provador ainda pergunta a preferência de caimento e o tamanho usual antes de indicar. No fim, ele aponta o tamanho recomendado, classifica os demais (os que também servem e os que é melhor evitar) e explica o caimento de cada medida, de modo que o cliente entenda o motivo.
O provador guarda as medidas no navegador do cliente. Na visita seguinte, ele já vê a recomendação sem preencher tudo de novo, e a página do produto mostra o tamanho recomendado logo abaixo dos botões.
Testar antes de confiar
Para conferir se as faixas que você cadastrou recomendam bem, abra um provador e use Testar medidas. Ele usa exatamente o mesmo motor de cálculo da loja, com os dados reais do provador, então o tamanho que aparece ali é o mesmo que o cliente veria. Simule uma compra, veja qual tamanho seria indicado e corrija as faixas se alguma recomendação soar estranha.